Olá pessoal, estou inaugurando meu Blog. Estive pensando em qual seria a melhor forma de iniciar. Como a idéia do Blog é publicar algumas crônicas reais ou fictícias, resolvi então começar publicando uma história real que me aconteceu e a qual muitos de meus amigos conhecem.
A história se passou à cerca de dois meses e meio. Eu tinha de fazer um trabalho para a disciplina “Jornalismo Político” e procurava alguns livros que pudessem servir de referência. No trabalho eu tinha de falar sobre políticas de comunicação. Acreditem, não é fácil achar livros com este tema. Procurei bastante até que encontrei um livro no acervo da biblioteca da UFF chamada “Agências de Comunicação – Como Agem”. “Nossa, caiu como uma luva”, pensei. Mas qual não foi minha decepção quando ao chegar na prateleira onde estava percebi que ele não estava lá. Bem, o jeito era voltar outro dia.
No outro dia voltei à biblioteca para procurar o livro e ele ainda não tinha sido devolvido. E isso se repetiu por mais uns 3 dias. Resolvi então perguntar a uma funcionária quando o livro seria devolvido. Sem nem olhar para mim, ela me disse que não tinha como saber disso. “Nossa, então se eu ficar com o mesmo livro por um ano ninguém vai saber, já que eles não controlam datas de devolução de um livro”, pensei. É claro que foi um pensamento sarcástico, pois estava na cara que a funcionária é que não queria averiguar para mim. Bem, não adiantava eu ficar indo todo dia na biblioteca, pois a pessoa que pegou poderia ir um dia em que eu não estava lá e renovar o empréstimo. Resolvi então fazer uma reserva.
No outro dia, chegue até uma funcionária (diferente da anterior) e solicitei uma reserva para o livro. Eis que a funcionária me diz “qual o livro?”. Eu disse qual era o nome do livro, mas não era o nome que ela queria saber. Ela queria saber onde estava o livro. “Onde está o livro? Não sei, está emprestado” eu disse. Então a funcionária me dá um sorriso de lamentação e diz “desculpe, eu preciso do livro para fazer a reserva”.
Prestaram bem atenção nisso? Ela me disse que precisava do livro para fazer a reserva! Até onde eu sei, as pessoas reservam livros porque não estão com os livros. Se eu estou querendo fazer uma reserva, significa que eu não estou com o livro. Se eu estivesse com o livro, por que eu faria uma reserva? Por que eu reservaria algo do qual já tenho posse (ainda que provisória)?
Argumentei tudo isso para a funcionária e ela me disse que não podia fazer nada, pois precisava do código de barras que se encontra na contra-capa do livro para efetuar a reserva. Eu disse então que a reserva de livros era algo inútil, pois era impossível reservar assim. Dessa vez a funcionária não disse nada, apenas abriu os braços como quem dissesse “Só lamento”.
Parece mentira né? Pois é, isso tudo me aconteceu na Biblioteca Central do Gragoatá na UFF. Mas a história não para por aí. Já que era impossível reservar o livro, resolvi deixá-lo para lá e procurar outras referências bibliográficas. Procurei por outros livros na mesma biblioteca e acabei encontrando um interessante. Para minha sorte esse livro estava na estante. Assim, consegui pegá-lo sem problemas. Passada uma semana, eu ainda não tinha tido tempo de ler o livro todo. Fui até a biblioteca para renovar e sabem o que escutei? “Me desculpe, você não pode renovar porque há uma reserva para esse livro”. É mole???
sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário